Nem toda dor é ruim

Um dia inteiro caminhando por ruas desconhecidas de cidades nunca antes visitadas por nós. Entre vielas, lojas, carros, paisagens, uma sensação de liberdade imensa. A cada nova esquina uma possibilidade diferente de conhecimento e surpresa!

Cada vez que viajamos é uma emoção diferente. Por mais que tenhamos combinado todo o roteiro e anotado todos os locais que iríamos, sempre fica algo a nos surpreender.

Viajar é estar a mercê do tempo, da imensa falta de controle sobre o que irá acontecer e ao mesmo uma força ainda maior para sermos o que quisermos.

Porém, também são os dias mais cansativos. Os que andamos mais, fazemos bolhas nos pés, dores musculares, poucas horas de sono e todas estas dores e cansaços são compensados pela vontade de estar lá, vivenciando, experimentando, sentindo.

Quando decidimos fazer uma atividade física nossos músculos reclamam, no dia seguinte é dor na certa, lembramos de cada exercício feito, cada peso colocado, cada músculo novo descoberto, mas sabemos que este dolorido faz parte de uma escolha de vida melhor e com mais qualidade. Que significa saúde e amor-próprio.

Exatamente desta forma são algumas das dores que temos na vida: elas aparecem e logo de início sentimos como se fosse algo sem lógica ou solução, mas quando vamos refletir sobre ela percebemos que foi a melhor coisa que nos aconteceu naquele momento.

Nem toda dor é ruim.
E nem toda cicatriz lembra coisas tristes.

Elas podem significar o tanto de vida que temos por aqui o quanto podemos alçar novos vôos!

 

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