Muitas doses de amor próprio, por favor!

Muitas vezes em minha vida eu queria ser a mais legal do mundo, a que ajuda todos, a que está sempre disponível. Eu queria ser aceita, eu queria ser legal porque assim as pessoas seriam legais comigo e quando eu precisasse iriam me ajudar.

Eu queria ser várias coisas pelo motivo errado. E por isto não acontecia o que eu queria e eu me sentia frustrada, enganada, tola.

– Quer dizer que eu ajudo todo mundo e quando eu preciso de ajuda eu não tenho ninguém?

A verdade é que eu não ajudava para ajudar, genuinamente, inconscientemente eu ajudava para ter carinho em troca e é claro que quando uma coisa não é natural, ela não se sustenta.

Foi ai que entrou uma palavra mágica na minha vida: autoconhecimento. Ele é fundamental para entendermos como somos e eu entendi a diferença entre ajudar por carência e ajudar por querer. Eu esperava recompensas, agradecimentos, elogios para poder me sentir amada.

E então entrou outra palavra mágica – o amor próprio. Descobri que aceitava mover montanhas pelos outros, mas não movia um fio de cabelo por mim.

Olha que interessante: se eu não sei me amar e tento ajudar e amar os outros o resultado é um desastre, porque acho que sei algo que na verdade não sei, não habilitei em mim. Aos poucos, comecei a fazer coisas para e por mim, a me respeitar, respeitar meus limites, a ajudar quando de fato estava lá de coração e minha vida se tornou muito mais leve.

Hoje eu contribuo para o outro porque me dá prazer.
Hoje eu questiono o outro e a mim porque sei que são as perguntas certas que nos fazem chegar a algum lugar. Hoje eu sei que amo mais porque sou amada, por mim principalmente, e isto importa muito.

O resto? É consequência.

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