Da dor ao amor

Eu sinto a dor. A minha e a de muitos. Sinto, às vezes, até dores alheias que não fazem parte do meu círculo de amizade, daqueles estranhos que por algum motivo despertaram a minha atenção.

Mas eu também sinto o amor. De muitas pessoas.

Confesso que tem dado mais trabalho ultimamente, não é que as pessoas não tenham ele em seu coração, mas porque elas tem escondido. É como se acreditassem que seria vergonhoso demonstrar o afeto que possuem. Que alguém poderia rir delas, como quando riram em algum momento de vida que elas foram elas mesmas. Ou quando foram vulneráveis.

Amar não dói, mas o medo de perdê-lo acaba sendo o motivo ansioso de não ser manifestado.

Pessoas enclausuradas em seus próprios orgulhos permitem que o amor passe, que a vida passe, que tudo passe e só reconhecem que foi tempo demais quando já estão no fim da caminhada.

Para estas pessoas o que falta é coragem e riscos. Sem estes dois ingredientes a vida se torna muito amena.

É a sinceridade, a inquietude, as observações sobre o mundo e a vontade de mudar que faz com que fiquemos mais amorosos. Se não está bom por que eu vou fingir que tudo está bem? Se não me sinto confortável algo precisa ser feito. E com isto parto para uma ação para receber este afeto.

E mostrar ele ao outro porque de que adianta guardar dentro de mim? Pode implodir amor dentro e ficar faltando fora e podemos nos sufocar com ele.

Sinto também que isto está mudando, porque o mundo está diferente. E por isso, será necessário uma verdadeira reviravolta nestas pessoas para que elas percebam o quanto de bom o mundo tem para dar a elas.

E assim que elas acordarem para as suas vidas e para todo colo que podem receber, tudo ficará mais colorido.

A doçura não escolhe freguês, mas eles precisam estar atentos a ela!

 

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