As resistência que criamos

Podemos ser rigorosos, intolerantes, inflexíveis ou em outras palavras, cabeças-duras na vida. Podemos achar que a existência se divide apenas em “certo e errado”. Classificando o mundo sob este aspecto e tachando indistintamente as pessoas nestas duas categorias. Assim como 2 + 2 são quatro.

Mas diferente da matemática, a vida não é tão lógica ou com possibilidade de apenas uma resposta correta. Existem milhares de variáveis que podem fazer com que nossas definições sejam colocadas em xeque.

E se não aprendermos de uma forma amigável, a vida vai se encarregar de mostrar o quanto estamos engessados de outra.

Isto não é uma teoria ou algo que li em livros de autodesenvolvimento. É prática e experiência própria. Sou de uma família extremamente correta, que cumpre como cidadãos as regras e leis estabelecidas pela sociedade em que vivemos. E é algo que me fez aprender direitos e deveres como ser humano.

Para complementar esta educação eu fui criada numa religião muito punitiva e que desenhava um Deus que castigava quem não cumprisse suas leis. Ora, alguém bom e justo não tem como castigar as pessoas e sim ensiná-las através de experiências de vida como viver melhor.

Estas duas vivências: criação e religião imposta quando pequena, criaram em mim valores morais muito duros e que nem sempre me fizeram bem, mas, por não ter outro modelo a ser seguido hasteei a bandeira e segui viagem.

Lembro que na época da minha adolescência minhas amigas tinham medo de me contar o que aconteciam com elas porque achavam que eu podia brigar. Isso é apenas uma ilustração do quanto eu era intransigente comigo e com os outros.

Acontece que tudo que é demais não faz bem. Precisamos do meio-termo, da metade do caminho, da medida que não seja muito austero e nem flexível demais. E para chegar nesta medida o Universo trará as mais diferentes e variadas situações.

Resumindo tudo isto, ou mudamos por bem, ou vamos sofrendo. A opção é sempre nossa. E o tempo para a maturação também.

Nem todas as caixas morais se encaixam a nós. Basta sentirmos aquilo que o Universo pede de nós e seguirmos o fluxo.

 

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