A prática da caridade

Ouço falar, há muito tempo, e já pude vivenciar isto: quando fazemos o bem ao próximo nossas dores ficam pequenas. Já experimentei trabalho voluntário algumas vezes e meu coração se aqueceu de tal forma que a sensação era apenas de gratidão.

Eu sempre achei que estes tipos de trabalhos deveriam ser matéria obrigatória em todos os locais: escolas, dentro de casa e para quem reclama da vida…

Porém, por mais que eu pense assim, nem sempre auxilio o outro. O motivo? Simples, puro egoísmo. Pode parecer contraditório ou até mesmo exagerado, mas não é.

Aconteceu outro dia comigo. Estava num dia bem delicado, sensível, chorona e assim que uma amiga (aquela que a gente sabe que é para qualquer momento da vida) me procurou para contar de uma situação que havia acontecido com ela no mesmo dia eu simplesmente atropelei seus problemas e comecei a falar das minhas dores. E não me dei nem conta disto.

Neste mesmo dia uma outra amiga esteve comigo me dando força por uma situação que remetia a ela uma dor e uma saudade.

Às vezes, ficamos tão focados em nosso mundo, em nossa vida que esquecemos de olhar ao redor. De reparar que na ajuda com o outro nossos problemas ficam menores ou pelo menos mais leves.

O resultado não foi prejudicial, pois amizade verdadeira é assim, entende e compreende o momento e a fase do outro, mas o meu coração ficou menorzinho quando soube que no caso de uma delas, seu dia foi recheado de situações difíceis, mas ela foi amparada por outros amigos, ainda bem, pois eu não pude auxiliá-la.

Isso me resultou numa lição – nossas dores podem ser grandes, mas nada supera o ato de ajudar o próximo.

 

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