A arte de se recompor

–  Amanhã acordarei melhor.

” – Não tenho dúvidas, você sempre renasce! “.

– Estava justamente pensando sobre isto. Da habilidade que tenho de sacudir a poeira…

Foi assim o final de uma conversa que tive com uma amiga outro dia. Ultimamente tenho passado por muitos altos e baixos, muitos picos de alegria e tristeza e, que fique claro, não tem a ver com problemas de depressão, bipolaridade ou outros. São os acontecimentos e as notícias tristes que recebemos no decorrer da vida.

Às vezes, tem a ver com expectativa e frustração. Se um amigo meu ler este texto vai dizer assim: ” – Keila eu já falei para você quanto menos expectativa, menos dor.” e ele tem razão, mas é que como digo sempre o Chico (este meu amigo) veio com um botão a mais – o de não esperar nada de ninguém – e eu juro que queria saber onde compra, mas não achei a loja ainda.

E ai entramos no tema que mais gera desconforto em nossos corações. Esperar do outro o jeito que nós agimos é simplesmente dar um tiro no nosso próprio pé. Ninguém é igual e, portanto, a subjetividade existe em cada um de nós. O que pode ser completamente repreensível a você, pode não ser a mim, pois o meu contexto e histórico de vida são diferentes do seu.

Tem também a ver com o nosso ego, pois ele sempre nos engana. Cada vez que ele infla, nós entramos em desalinho. Veja bem que eu to falando do ego e não do nosso orgulho por algo feito com dedicação e trabalho. É bom acreditar naquilo que somos, fazemos e mais ainda é bom reconhecer nossas qualidades, mas quando o ego entra não somos bons e dedicados, somos os melhores do mundo, os únicos que sabem fazer o que fazem e mais um monte de frases feitas nesta linha.

Quando alguém invade o nosso espaço, a falha está no espaço que nós demos a este alguém, mas se nós dermos o limite necessário isso não acontecerá. A decisão é sempre nossa, nunca do outro. Em qualquer momento somos nós quem decidimos até aonde o outro vai e portanto, voltamos a frase do Chico… “não crie expectativas”.

O melhor de não esperar do outro é que sempre temos a possibilidade de sermos surpreendidos positivamente. E isto, não tem preço!

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